A descoberta: 2018, carro vermelho
Eu fui você. Em 2014.
Esposa grávida. Sem trabalho. Devia mais de R$ 100 mil num banco.
Já tinha vendido caneta no sinaleiro. Já tinha sido motoboy, pizzaiolo, entregador de gás, empacotador de mercado.
Não tinha paixão por carro. Nunca tive.
Comecei a polir porque um pastor reclamou na reunião que mandou o carro lavar e voltou pior. Eu me ofereci. Sexta-feira fui na casa dele. A pé, com a mangueira no ombro, produto de mercado.
Cobrei R$ 35. O pastor amou.
Aí eu pensei: vai ter que ser isso.
Comprei o curso. Era enganação.
Paguei R$ 500 num curso de polimento de 1 dia em 2014.
Saí dali com prejuízo. Me levaram pra uma loja onde gastei mais R$ 3 mil no cartão do meu sogro em produtos que eu nem sabia usar.
Voltei pra casa empolgado. Fui aplicar.
E descobri que o curso me ensinou o que fazer. Não como. Não de verdade.
Era enganação com nota fiscal.
O Gol 89 vermelho que me fez rasgar o certificado.
Foi com aqueles produtos que eu fui polir um Gol 89 vermelho.
Primeiro polimento que eu ia cobrar sozinho.
4 dias polindo um carro que era pra levar 4 horas.
Cobrei R$ 500. O cliente foi embora satisfeito.
Eu fiquei sozinho no terreno olhando o certificado de polimento que eu tinha pendurado na parede.
E rasguei.
Vendi todo o material no dia seguinte.
Porque aquele dia eu entendi: ninguém me ensinou a polir. Me ensinaram a tentar.
4 anos quebrando a cabeça.
Eu voltei. Não tinha escolha. Tinha filha em casa.
Passei 4 anos polindo cada vez melhor e ainda travado. Comprei e vendi equipamento. Testei produto. Mudei boina. Cobrava R$ 300 e ouvia cliente reclamar.
Até 2018.
O carro vermelho do detergente.
Tinha entregue um polimento comercial num carro vermelho.
Polimento rápido. Daqueles que todo mundo fazia na época: 1 etapa, 1 boina, 1 produto.
Cliente saiu satisfeito.
1 semana depois ele voltou.
"Gilberto, lavei o carro com detergente de cozinha e o brilho foi embora todo."
Eu olhei. Tinha sumido. Como se eu nem tivesse polido.
Foi durante a refeitura que caiu a ficha.
Polimento que COLOCA brilho na peça:
qualquer detergente forte tira fácil.
Polimento que EXTRAI brilho da peça:
você lava com o que quiser. Fica.
A diferença não era o produto que eu passava em cima.
Era o método.
Verniz nivelado brilha mais que verniz só com produto em cima. Pelo mesmo motivo. O brilho tá vindo do nivelamento do verniz. Não do que você passa por cima.
As 2 etapas.
Mas eu tinha um problema prático: não dava pra fazer polimento longo pra cada cliente. Eu vivia de volume.
Aquela noite eu fiquei até de madrugada pensando: como fazer um polimento rápido que ainda extraia brilho de verdade?
E percebi uma coisa que ninguém tinha me ensinado:
Boina de lã mal passada corta MUITO mais que espuma bem passada.
Pareceu detalhe. Não era.
Era o nascimento do meu método em 2 etapas: boina de lã + boina de espuma. Rápido. Que extraía brilho de verdade.
O cliente do carro vermelho aceitou pagar mais. Sem hesitar.
"Achei um jeito de fazer o polimento que vai durar mesmo se você lavar com detergente. Mas é impossível eu te cobrar o mesmo preço."
"Não importa. Eu quero um serviço que dure."
Polimento que era R$ 300 saiu por R$ 600.
E ele nunca mais voltou reclamando. A partir daquele dia eu nunca mais cobrei R$ 300 num polimento comercial.
"O brilho não tá no produto que você passa em cima.
Tá no nivelamento do verniz que você extrai da peça."
Em 12 anos esse método já passou pelas mãos de 13.000 polidores que aprenderam comigo.
É o método inteiro, com set-ups, boinas, produtos, ordem da passada, antes e depois, que tá dentro dessas 3 Masterclasses. Acontecendo no carro. Sem corte.
Eu já fui você. Cobrava R$ 300. Demorava. Tinha dúvida.
Hoje eu sei o que tira você de lá. Porque foi o que me tirou.